quinta-feira, 17 de julho de 2008

Not the easy thing


Engraçado, ninguém comenta nesse blog esquecido pelo mundo, nada de tão emocionante assim anda acontecendo na minha amada vida, e, mesmo assim, eu posto com uma freqüência que até me supreende. Nessas horas, creio ser mais do que comum alguém se perguntar: "Por que pedras no asfalto eu continuaria a postar em um blog que ninguém lê?" Mas é muito simples, meu caro. Pura necessidade de escrever. Sabe quando músicos acordam no meio da noite com uma melodia na cabeça, ou levam o violão pra todo lugar porque às vezes, do nada, surge uma idéia? Então, sofro do mesmo mal; ando sempre com caderninho & estojo; quando o texto surge, out of blue, eu preciso escrever. E, não sei por quê, mas, trazendo-o para cá, quase tenho a sensação de estar compartilhando com outros seres pensantes -digo "quase" porque, aparentemente, já falei, o Château foi esquecido pelo mundo.
Anyway, hoje à tarde, fui à dentista. Antigamente, minha mãe me fazia companhia - íamos a pé, conversando. Hoje, fui all by myself, mas achei ótimo. É super agradável andar por aqui no fim da tarde. Me deu uma vontade enooorme de esticar o passeio até a 50 sabores pra tomar sorvete de limão com cobertura de marshmallow, mas não tinha levado dinheiro - e não podia tomar ou comer coisa alguma por meia hora. Tudo bem, foi bom pela voltinha. Eu estava bem - provavelmente porque finalmente, finalmente, tive uma noite decente de sono -, mas voltei melhor ainda. É isso, parece que eu ando um pouco e fica tudo bem, tudo Bunnys. No momento, estou ouvindo It´s too late - com James Morrison, of course - e degustando deliciosos pedacinhos de uma barra de chocolate Crunch. Alguém mais tá com vontade de sair dançando pela sala?
Pessoas, acho que eu tinha mais alguma coisa para falar, mas não me recordo agora. Vou ouvir Walk on e Leaving on a jet plane (aaah, mon cher, ficar chateada ouvindo U2, ou qualquer outra música da qual eu goste muito, jamais. I´m still hoping I have nice things to think about when I listen to them.). Ah! Já tinha esquecido que, amanhã de manhã, finalmente me livrarei da prova de legislação - assim espero... Preciso dar mais uma olhada nas plaquinhas e nos esquemas do big jim, ops, do Otávio. Me desejem sorte, por favor. Excesso de confiança não faz meu estilo.
Provavelmente, amanhã darei as caras de novo, se os leitores imaginários não se importarem. Beijos beijos beijos, até, e não se esqueçam de que há diferença entre curva à direita, curva acentuada à direita e curva acentuada em S à direita e que a placa R-23 tem nome "conserve-se à direita", e não "mantenha-se à direita", embora, no fim das contas, conservar-se e manter-se signifiquem a mesma coisa, mas você perde a questão porque o Detran gosta de complicar a vida dos pobres seres que se preparam para enfrentar o caótico trânsito de Fortaleza.
XOXO,

quarta-feira, 16 de julho de 2008

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N.A.: resolvi pôr um post duplo hoje - um que fiz ontem, mas não tive oportunidade de postar, e um sobre hoje. Enjoy!























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~Maybe it's me and I'm beeing a fool





15 de julho, 15 horas e 5 minutos, horário de Brasília. Estou sozinha em casa (Jesmim e Harry estão aqui, mas...estão dormindo), ouvindo That's why I love you e pensando... em como a maçã em minha mão está terrivelmente suculenta. É. Na falta no que fazer, come-se - se você for ansioso, isso certamente faz parte das suas férias (férias? Pra mim, funciona o ano inteiro...). Já que ando sedentária demais, pelo menos vou comer alguma coisa saudável e que eu goste. Passaria a tarde comendo maçãs, mas acho que é melhor me contentar só com uma.
15 horas e 10 minutos. Cinco minutos para escrever esse mísero parágrafo, não acredito. A programação de hoje, até o presente momento, se resume a ir ao supermercado e... ahn... é só. Aah é, eu deveria estar estudando para a prova de legislação também, mas queria ter alguma coisa para fazer à noite que não fosse assistir à TV (engraçado, antes, eu era capaz de passar tardes & tardes passeando na TV a cabo, hoje não agüento mais).
Ocorreu-me agora que o post está ligeiramente amargo. Pessoas, eu estou bem. Eu saí ontem, passei o dia com as minhas amigas de infância e me diverti demais, mesmo, e o cinema com o Rafa só foi cancelado por uns probleminhas, tanto dele quanto meu - mas tudo bem, ficou para a semana que vem. De novo, de novo, de novo, me chateei pelo mesmo motivo, e não tem nada a ver com essas queridas pessoinhas aí - nem com meus pais, que, coitados, têm que agüentar essas leves oscilações de humor que acontecem de vez em quando. Talvez melhoremos se mudarmos a trilha sonora.





[Pausa longa para fazer compras no supermercado]





Acabei de voltar das compras. Ui, voltei com outro ânimo. Acho que, no final das contas, eu só estava precisando sair de casa e ver gente. Eu sei, quem lê, até pensa que faz dias & dias que não saio de casa. Nem é, fui ontem pra casa da Lia, domingo, pra da minha avó, sábado, pro Dragão do Mar, quinta, pro cinema com a Thalha... Até que saí bastante. Anyway, cheguei do supermercado super-animada (que trocadilho infame. Juro que foi acidental) e disposta. Até me permiti ouvir música um pouquinho mais alto - detalhe, o meu 'mais alto' é o volume normal para a maioria das pessoas, mas tudo bem. Arrumei as compras, dei uns pulinhos pela sala e fui assistir a Rent - com comentários do Chris Columbus, do Adam Pascal e do Anthony Rapp. É tãão interessante, vou começar a assistir a tudo que é filme com comentários! Aprendi taanta coisa...Exemplo: o vapor da respiração, nas cenas do inverno em Nova York, foi acrescentado na pós-produção, pela ILM - que, só a título de curiosidade, foi responsável pelos efeitos especiais de, até o momento, 275 filmes. Valeeeu, George Lucas.





Pessoa(s) querida(s), uma dor de cabeça insuportável me obriga a parar. Beijos beijos, até mais ver :*









































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~EU (L) UNIFOR





Bon Jour! Ahn...eu ia perguntar como vão meus queridos leitores, mas deixa pra lá. Bom, você certamente está se perguntando o por quê dessa inesperada declaração de amor a uma universidade. Gente, fidelidade à instituição de ensino! OK, ignore o comentário ridículo.
Hoje, precisei ir ao campus entregar o contrato, do contrário não poderia fazer logo a matrícula. A última vez que eu pisei ali foi no final de junho, mas achei que nem estava com tanta saudade assim...até ir lá hoje.
Nossa, como eu estou sentindo falta de ir pra lá! E eu não me refiro nem aos amigos & experiências que passei por lá, mas ao lugar em si. (Só pra constar, claro que tenho saudade dos novos amigos; apenas quero, hoje, me deter no físico, no local.) Lembro que, às vezes, quando esperava começar o Cineclube ou alguma palestra, acabava ficando sozinha por lá. Sem muito o que fazer, eu ia passear pelo campus... E como eu adorava fazer isso!
Meu trajeto era quase sempre o mesmo: sair do meu bloco, T, passar pelo capacete, bloco J, bloco I, bloco D - onde fiz vestibular -, reitoria, biblioteca, bloco H, e de novo ao T. Perdia a conta de quantas vezes fazia esse passeio. Quando precisava parar, sentava-me em um banquinho na reitoria, mas, na maioria das vezes, não conseguia ficar muito tempo por lá - gostava mesmo de andar, andar até cansar.
O campus de lá é agradável por demais, nem preciso dizer. Costumava andar no intervalo entre uma aula e outra ou até mesmo antes da aula, quando precisava acordar, e quando ficava sozinha, depois do almoço - acho o melhor horário, já que não há tanta gente assim. Ah, fazia tão bem naqueles típicos dias de ansiedade...
Pra ser bem sincera, eu me sinto em casa na Unifor. Sinto-me mais confortável até mesmo do que no colégio, onde eu passei dez anos da minha querida vida. De verdade. Eu ando ali como se conhecesse tudo & todos, como se já estudasse lá há anos. Eu sei, meus pais sabem, todo mundo sabe que eu amo aquele lugar. Duvido que você encontre alguém que goste tanto quanto eu de ficar lá. =D Né? Eu lembro que, quando estudava no Christus, eu dizia que gostava muito de lá, apesar dos pesares. A Unifor não tem pesares ;D Isso, já falei, sem contar as pessoas maravilhindas que conheci e as experiências, praticamente todas boas. Oh yeah. O segundo semestre nem começou ainda, e eu já tenho ótimas lembranças vividas lá ;X

Então, preciso parar. Tem continuação, viu? Eu (L) Unifor parte II - a saga continua. hahahaha. É sim, esse não ficou tão bem feito. A minha segunda casa pelos próximos quatro anos merece um texto melhor.
É isso. Beijos beijos beijos, até ;*



Ah! A foto é de lá, sim. Foi tirada, originalmente, para um trabalho de Introdução à Computação Gráfica.




Aaaaah! Já quase ia esquecendo: preciso fazer um agradecimento especial a uma pessoa (Não, a pessoa não vai ler isso, mas mesmo assim quero expressar a minha gratidão). Harley - é assim que se escreve? I hope so. Odeio escrever nomes errados -, muito, muito obrigada pelo seu comentário acerca da minha pessoa. Você não sabe como me deixou feliz! Eu realmente estava precisando ouvir algo parecido, veio em ótima hora. Adorei mesmo ;D \o/ Thank you soooo much! Ah, e, claro, foi um prazer te conhecer. ;*

sábado, 12 de julho de 2008

'Because the way we kiss is better than any drug'


Boa tarde, querida(s) pessoa(s)! Sim, eu estou me sentindo estranhamente bem hoje. Aliás, tenho me sentido muito bem desde ontem, apesar dos pesares. Que pesares? Bom, eu tinha quatro opções de programa para esse final de semana. Eu poderia a) Ir pra Massapê com o meu pai; b) Ir pra Sucatinga com as minhas amigas; c) Ir para o Iguape com a minha mãe, a Jesmim e o Harry ou d) Ficar sozinha em casa (possibilidade altamente remota, mas eu estava gostando de considerá-la). Acabei me decidindo por ir pra Sucatinga e, quando estava de fato começando a me animar, a viagem foi cancelada. Aí não dava mais pra ir pro Iguape, muito menos pra Massapê. Fim da história: vou ficar em casa com a minha mãe, o Harry, a Jesmim e as nossas sombras. É divertido? Por demais, mesmo. Só pra constar, não tô culpando ninguém, certo? não faz o meu estilo ficar de cara feia porque um programa furou - quer dizer, não na maioria das vezes.
Além disso, eu estava feliz demais pra me chatear com isso. Sabe? Ontem, acordei me sentindo maravilhosamente bem - talvez porque, embora tenha demorado a dormir, tive um pedaço de noite perfeito, ou talvez porque estivesse muito empolgada com a viagem, whatever. Como ia passar a tarde sozinha, passei umas fotos para o PC e dei uma arrumada básica na cozinha - ao som, claro, de Armageddon Soundtrack. Adooro lavar a louça ouvindo esse CD, principalmente se estiver sozinha. Anyway, depois tomei um booom banho frio, daqueles de lavar até a alma, e já ia arrumar a mochila quando me ligaram para dar a nova. Sem ter muito o que fazer, fui assistir a Fantasma da Ópera na TNT enquanto esperava minha mãe.
Quando meu pai viaja e nós ficamos por aqui, de uma coisa você pode ter certeza: sempre rola filminho & conversas até altas horas. A sexta acabou ficando com cara de sábado, adoro. Depois de três voltas na prateleira da locadora, pegamos três filmes e uma torta chocafé na doceria. Eu estava bem, mas nem por isso queria ver uma daquelas comédias românticas ultra-derretidas e previsíveis até o fim dos créditos.
OK, enquanto esperava a hora de assistir ao DVD, acabei vendo o final de Camp Rock e muitas, muitas partes de Nunca fui beijada. É. Tudo bem, depois vi Undiscovered, que chegou por aqui como Encontro com o acaso. Ah é. Cama, edredom, Steven Strait, trilha sonora perfeita e chocolate. Precisa de mais?
É bem verdade que já assisti a esse filme algumas centenas de vezes, mas nunca tive a chance de vê-lo do começo ao fim - e não é segredo a minha mania de ver o mesmo filme várias & várias vezes. Sempre escapa uma fala, uma expressão, um olhar... Enfim. Undiscovered não é uma obra-prima da Sétima Arte, não vai te levar a ter dores abdominais de tanto rir ou a chorar lagos de lágrimas, o roteiro não é tão brilhante assim, e, muito provavelmente (será que essa expressão pode ser utilizada?), você não vai pensar 'Ai Meu Deus, esse é o meu filme preferido!' (Embora ele seja, sim, um dos meus filmes preferidos) Antes que você pense que eu vim aqui com o propósito de convencê-lo(a) a nunca, nunca, jamais enconstar na caixinha do DVD, minha intenção é exatamente o contrário. É romântico, mas não como aquelas comediazinhas produzidas aos montes. Claro que aparecem os clichês das histórias românticas, mas, veja bem, eles estão em todo lugar - nos filmes, sejam de que gênero forem, nas novelas, nos seriados... Não é motivo pra difamar a película. Quem gosta da Ashlee Simpson tem motivo extra pra assistir; quem não gosta, bom...assista mesmo assim, afinal, ela não interpreta a si mesma. E, por fim, a trilha sonora é mais que perfeita. Com algumas músicas interpretadas pelo próprio Steven Strait e pela Ashlee Simpson. Vale a pena, mais do que recomendo.
Hoje? Reprise das músicas de ontem à noite e, mais tarde, programa cultural com a mammys - assistir a O Escafandro e a Borboleta no Dragão do Mar. Mon cher... só pra dizer que me lembrou. Beijos beijos beijos, divirtam-se. Até ;*









Ah é! A foto, acho que deu pra notar, é do filme. Se o meu esforço não foi suficiente pra te convencer, assista pelo menos pra ver o cachorro andando de skate ou o Steven correndo atrás dele enrolado em uma toalha com os lindos cabelos ao vento. Au revoir.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Let me know


Pobre bloguinho abandonado! Nosso 21o. post, e nenhum comentário. hum hum. Pensando bem, amado espaço virtual onde nem sempre o que falo faz sentido, talvez tenhamos alguém que nos lê, mas não comenta. Né? Acontece. Nem critico, até porque tenho esse terrível hábito - ler e não comentar. Pois bem, sejamos educados com ela: querida pessoa que nos lê e não nos dá o prazer de saber a sua preciosa opinião, como está a sua pessoa?

Passei a tarde de hoje no shopping center com uma grande & inestimável amiga. No entanto, para facilitar a vida do pappys, visto que eu não dirijo ainda, disse que não me importava que ele me deixasse no horário mais conveniente para ele - o que significaria ficar uma hora sozinha lá, mas eu até queria fazê-lo. Daí você se pergunta, "ela não disse ainda nessa semana que achava que estava carente?" É verdade, honey; entretanto, aprecio ficar só, desde que em pequenas doses, é claro. Geralmente me faz bem. Então, gastei a minha hora rodando em uma loja de departamentos - Lojas Americanas, o maior (ou será 'melhor'?) Natal do Brasil. Nunca li tantas sinopses de filme, mesmo. Observei dezenas de capas e contracapas de DVD (e a hipérbole não se faz presente aqui), dei voltas ao redor das prateleiras de brinquedos, folheei todos os cadernos e agendas expostos. O socorro (Thalha ;*) chegou com precisão na hora em que precisei - quando peguei o último caderno e começou a tocar Acústico MTV Sandy & Júnior (por favor, nada contra quem gosta; é só que não era bem o que eu precisava ouvir. Ademais, eles gravaram uma versão de Superman, do Five For Fighting. Vou só dizer que, na minha opinião, isso não é coisa que se faça.Jamais.).

Bom, algumas voltas, muuitos comentários (sobre nós, sobre os outrs, sobre a vida dos outros - que ninguém é de ferro e fofocar faz bem...), uma batata Sensações - peito de peru, um showcolate de marshmallow (oh yeah! um pote de marshmallow seria mais que bem-vindo agora...) com chocolate, um Twix e uma pipoca média mista para o filme e um prato de salada - sim, hoje eu comi como uma besta (aliás, ultimamente eu ando comendo demais e falando mais ainda) -, estamos de volta ao home, sweet home. E eu estava muito bem, obrigada, até ver o que tinha acontecido - ou melhor, o que não tinha acontecido.

Maaas sabe uma coisa, mon cher? Alguém - e eu lamento muito, de verdade, não lembrar quem - sabiamente disse que sofrer é um mau hábito; eu sei muito bem disso. Não que faça da minha vida uma tragédia grega de matar Édipo de inveja, mas posso perfeitamente dizer que experiências de vida anteriores me permitem afirmar tal coisa: sofrer é mau hábito, mas, já diria Klaus, there's always something. Uma vez, aconselharam-me trabalhar com prazos - tipo, cinco dias para ficar triste e, depois disso, adeus blues. Eu não estou triste, estou levemente chateada.















































































































Pronto, já quase passou. Pessoa(s), foi bom falar com você(s). Mon cher, quando quiser, dê sinal de vida. É pra isso que eu tenho celular, telefone, Msn, Orkut e MySpace - para eu falar com as pessoas, e vice-versa. Me recolherei agora; tenho andado perdendo umas noites de sono, tenho alguns palpites sobre as possíveis causas, nenhuma idéia de solução. Vou fazer diferente hoje: ao invés de contar lobinhos, vou contar porquinhos. Leitõezinhos rosadinhos e gorduchinhos. Nada contra os lobinhos, eles até quase funcionaram. É só pra ver se muda alguma coisa.
É isso. Beijos, beijos beijos, boa noite & bons sonhos, até.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Wailing at the moon

Oh yeah! Última aula de Legislação. Ficar sentada no ar-condicionado, cercada por pessoas que jamais vi, ouvindo sobre cidadania, meio-ambiente e direção defensiva, nevermore. Então por que desconfio que estou com uma discreta sombra de saudade? É verdade que, embora sempre reclamasse na noite anterior e quando acordava, eu adorava por demais as aulas do Otávio. Ele é bem a minha idéia de professor ideal - daqueles em cuja aula você não só tem crises de riso, como realmente aprende o que quer que seja que ele(a) ensine. Não tive tantos professores assim, mas não esqueço os que conheci. E, sincerely, eu achava a parte de Legislação mais interessante que o resto. Talvez seja a maneira como ele aborda o assunto. Anyway, não sei se é só das aulas do Otávio que sentirei falta.
Em uma dessas cinco (pensando bem, cinco dias não é taaanto tempo assim. Quer dizer, não nessa situação) tardes que passei na salinha de aula da auto-escola, pensando em como aquilo era parecido com a experiência do pré-vestibular, eu percebi que, por mais que reclamasse que não agüentava mais aquelas aulas e nhánhánhá, no final das contas, eu acabava gostando - de assisti-las, quero dizer. E aí, em um clique divino, eu cheguei à conclusão de que eu gosto de assistir a aulas. De primeiros socorros, de matemática, de Sociologia, de Inglês ou de ICG, o que seja. Eu gosto.
Mesmo das mais entediantes. Lembro que as aulas de Bio, Química e Matemática costumavam me entediar, mas creio que era mais porque eu meio que já com má disposição, não me envolvia - e não o fazia, na maioria das vezes, por estar muito absorta divagando sobre detalhes tão pequenos de nós dois ou qualquer outra coisinha que me estivesse alimentando a ansiedade. However, uma vez que me forçava a prestar atenção, acabava gostando, não necessariamente da matéria, mas de aprender. Sabe? Eu me sentia, digamos, completa, satisfeita, quando resolvia exercícios e percebia que tinha aprendido o que achava que nunca ia aprender.
Então, eu me realizo aprendendo. É isso. Alguém disse - quem foi mesmo? Descuulpa, honey, mas não me recordo da sua pessoa - que achava que eu ia acabar sendo professora. Que, depois do Jornalismo, viria um mestrado e, em seguida, não a bancada do BBC News - putting news first - sonho de vida -, mas uma sala com alunos. E isso porque eu comentei que me divirto horrores corrigindo redações de amigos, quando me pedem, é claro. Não desmereço a profissão - muito pelo contrário, admiro demais -, mas não sei se me vejo assim. É, a uns dois anos atrás, eu dizia que queria ser professora do CLC, mas era principalmente por amar a língua inglesa, e só enquanto terminava a faculdade, não como algo a longo prazo. Para além-Unifor, eu queria correr mundo. 'Queria'? Ainda quero. Desculpa, eu vou. Mas volto sempre que possível pra visitar vocês - ou, quem sabe, os convide pra tomar chá com HRH Camila. Né? E nem me olhe com essa cara, que eu gosto de pensar que esses devaneios podem dar certo ;)





Hoje? Meu horóscopo disse que certos aspectos da minha vida iam melhorar porque eu estaria mais ativa. Touchè! É por isso que eu gosto do Akita, sempre que eu penso em fazer algo mais ousado, ele me encoraja. xD E você pode me achar ingênua, mas prefiro acreditar que é verdade. Boa noite, beijos e até.

domingo, 6 de julho de 2008

Test, 1, 2, 3

E exatamente hoje, agora, nesse presente momento, quando eu quero por demais (tripla ênfase nas duas últimas palavras, sil vous plait) conversar com alguém, não tem (tenho aversão ao uso de ter no sentido de existir, mas, no momento, vou ser bem honesta, eu não estou mesmo ligando) ninguém, ninguém, no MSN, nem no Orkut, e o meu celular - já comentei aqui - já até esqueceu a razão de ser dele - pra não mencionar o telefone do meu quarto, que, no máximo, toca uma vez por semana e é engano.
Nesse momento, você me pergunta, 'my dear, você está carente?' E aí eu respondo, 'não, querida pessoa que tenta me ler, não estou carente, creio eu.' É mais uma questão de vontade de conversar com alguém, por mais de cinco minutos, sobre qualquer coisa. Sua vida, minha vida, as formigas na mesa ou uma nuvem parecida com uma lagosta gigante, tanto faz - apenas conversemos. OK, talvez eu esteja um pouco carente.

(...)

Dez minutos de suspense e nada mais. Perdoem-me pelo texto, que, além de muito curto, é meio amargo. Vou dormir (leia-se: vou tentar contar lobinhos, começar a pensar na mais complexa diversidade de assuntos e só dormirei quase de manhã, quando for 'tão tarde que já se faz cedo'. Adooooro Shakespeare.) que é melhor. Beijos beijos beijos e até.

sábado, 5 de julho de 2008

'when you don't look back, I guess the feelings start to fade away'

Aaah, mais um adorável dia de tédio. Eu não deveria estar dizendo disso, visto que, teoricamente, era para eu passar o dia me divertindo com o Manual do motorista para habilitação - a cores, detalhe ultra-importante. Mas, sejamos honestos, após uma noite incrivelmente mal-dormida (sim, você já leu isso antes; sim, eu também acho que está mais freqüente do que eu gostaria, mas deixemos isso de lado) e de uma indisfarçável falta de coragem, é meio difícil se concentrar. Trinta páginas de placas de Legislação depois, eu abandonei o livrinho e me pus a... bom... a fazer nada.
Agravante: dia de faxina. Faxina parcial, mas faxina mesmo assim. O que significa que não podia ficar no meu quarto, nem no quarto dos meus pais, até podia na cozinha, mas não seria muito bom. Restava a sala, onde, pelo horário, dá pra assistir televisão, se vc não se importar com a claridade do Sol. Tudo bem, vamos assistir a Gossip Girl, com claridade e tudo, só enquanto meu organismo em estado de latência absorve a cafeína de uma boa xícara de café recém-feito.
Das trinta páginas de Legislação para o 'eu-não-agüento-mais-estudar-isso' foi um pulo. Quinze minutos de sofá, e lá estava eu, em pé, dando voltas pelo apartamento e mastigando, não o meu juízo, mas balinhas de café. Apesar do tédio, se é que era tédio, meu juízo estava aparentemente normal, thank God.
Anyway, depois de muitas voltas, algumas Pringles, meia taça de espumante, um bom banho e uma promessa de pappys & mamys de que assistiríamos Rent mais tarde (ai deles se houver mudanças de plano!), aqui estou eu. *pausa para atender o celular. Finalmente! Coitado, acho que o bichinho às vezes esquece a razão de ser dele. Acho que até eu esqueço. Tudo bem, ele supera* Ahn, meio que perdi a linha de raciocínio. Vou parar por aqui, jantar, assistir o mesmo filme de novo. Fica melhor a cada vez. Eis a minha teoria: assistir ao mesmo filme nunca é do mesmo jeito. Você - pelo menos comigo é assim - acaba descobrindo detalhes que passaram despercebidos nas vezes anteriores, desde a expressão facial de determinado ator naquela cena ao detalhe da mesa no fundo do cenário, sempre há alguma coisa para ver. Acho que as interpretações que você dá variam com o seu humor.

Ah, detalhe, preciso sair agora. Termino o comentário na próxima.



ciao,